terça-feira, 18 de agosto de 2009

Design profissional e o Anti-Designer

A falta do reconhecimento da profissão de Design propicia a muitos se declararem Designers. Não estou aqui querendo dizer que o diploma qualificaria o profissional porque existem antiprofissionais diplomados e não diplomados. Mas são determinadas condutas que ferem o espaço de trabalho de muitos Designers técnicos na área.

Listarei aqui algumas condutas que atrapalham o mercado de Design:

- Descompromisso com a profissão:

Com a necessidade de ganhar e ganhar sempre, nos deparamos com empresas de serviços gráficos que oferecem o serviço de design gratuitamente aos seus clientes. Essa prática promove resultados sem aprofundamento e sem estudo técnico (claro, afinal a gráfica não vende Design, e sim impressos). São produtos “bonitinhos” mas sem compromisso de efetividade (não se tem qualquer estudo de público-alvo, cor e conceito, análise semiótica ou gestalt do objeto). Os contratados para esse cargo não são formados na área e recebem salário de arte-finalistas (o que deveria ser contra a lei, afinal o salário que se recebe para um fim é para uma atuação diferente).

O arte-finalista que domina o software de computação gráfica passa a se tornarDesigner que não cobra” minando o mercado tanto para a remuneração dos verdadeiros profissionais (que se fossem contratados pela gráfica não poderiam ser pagos com salários de arte-finalistas) quanto para o reconhecimento do verdadeiro Design pelos empresários.

Proponho a reflexão aos empresários que pensam que estão saindo com vantagem ao recorrer à gráfica para ter sua logomarca, seu folder institucional ou sua fachada:

A Coca-cola, 3 Corações, Sucos Del Valle entre outras gigantes recorreriam ao arte-finalista da gráfica para solucionar os conceitos de embalagens, logomarcas e outras demandas de seus produtos?

Como a resposta é: Claro que não!!!

Então vale uma segunda reflexão:

Onde você pretende estar com sua empresa em 3 anos?

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